A nova divisão de classes

 

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O depoimento de um professor americano me deixou muito impressionado, e provocou uma reflexão necessária. O texto introduz também minha coluna de domingo, que será sobre tecnologia na educação. Vale a leitura:

A divisão de classes do futuro será entre quem consegue ler e pensar criticamente e quem não consegue.

O que todo educador está percebendo é uma queda dramática nas habilidades básicas de raciocínio crítico e nas habilidades essenciais de leitura, escrita e interpretação entre os estudantes. Isso é particularmente pronunciado entre alunos do ensino médio, onde adolescentes precisam lidar com questões e temas mais complexos, e não conseguem entender sequer conceitos básicos ou gerenciar memória sobre esses conceitos.

O que isso está criando é uma geração entrando no mercado de trabalho e na vida em sociedade sem habilidades básicas de compreensão e pensamento crítico, o que vai tornar muito difícil para eles manterem qualquer forma de emprego.

No oposto desse fenômeno, estamos vendo crianças de famílias mais abastadas sendo retiradas do sistema público e enviadas para escolas Montessori ou Walldorf, sendo afastadas da tecnologia, não tendo acesso a nada além de TV ou um console de videogame até serem adolescentes. Sem tablets, sem celulares, sem IA.

E o que eles estão fazendo para preencher o tempo são as coisas normais da infância: brincar lá fora, ler um livro, desenhar e colorir, fazer esportes. Essas atividades são as que vão construir as habilidades socioemocionais que os tornarão pessoas mais aptas a navegar o mundo ao redor, à medida que crescem.

A divisão não será entre quem consegue usar IA e quem não consegue. A divisão vai ser entre quem consegue raciocinar de forma básica e ter capacidades mínimas de organização, pensamento crítico e relacionamento, e quem não consegue.