A história do americano que abandonou fortuna feita com cosméticos para virar padre

 

Fonte:


Você certamente conhece alguma celebridade que fez fortuna com cosméticos. O mesmo aconteceu com Scott-Vincent Borba. O céu era o limite para o americano. Só que ele decidiu considerar isso literalmente: Scott-Vincent largou os negócios milionários para se tornar padre.

Em 2004, Scott-Vincent fundou a marca de maquiagem e.l.f. Cosmetics. O nome carrega as iniciais de olhos, lábios e rosto em inglês. Os negócios prosperaram rapidamente. A marca alcançou sucesso em meados da década de 2010, graças aos seus preços acessíveis e produtos éticos (sem envolver animais em testes), atingindo US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) em vendas em 2014, segundo a revista Forbes".

O dinheiro não trouxe felicidade, destacou o americano de 52 anos, que também se destacou como modelo. Ele decidiu abrir mão da fortuna e abraçar a humilde vida religiosa. Em 23 de maio, Scott-Vincent será ordenado padre católico em sua cidade natal, Visalia (Califórnia, EUA).

Scott-Vincent Borba nos tempos de modelo e empresário de sucesso

Reprodução

"Eu era fútil. Eu tinha uma vida perversa. Fui para Los Angeles, fui sugado pelo estilo de vida de Hollywood. Cheguei quase ao ponto de tentar vender minha alma por todas as riquezas do mundo, o que não é o que deveríamos ser. Eu vivia para mim mesmo. Eu era o símbolo do luxo", declarou ele.

Scott-Vincent contou que abraçar o sacerdócio é uma espécie de resgate. Ele disse que sentia um chamado para se tornar padre "desde que me lembro" e "finalmente aceitou o chamado há cerca de três anos".

O americano deixou a e.l.f., e os milhões de dólares da sua participação na empresa foram doados para caridade.

Scott-Vincent Borba

Reprodução

Nada restou da vida de luxo e glamour de um empreendedor na meca dos cosméticos, que tinha contato com várias celebridades.

"Vivo num quartinho minúsculo. É espartano, não tem nada dentro. Tenho algumas peças de roupa e alguns pares de sapatos. E minha vida foi reduzida ao mínimo indispensável", comentou o seminarista prestes a se formar. "Nunca fui tão feliz na minha vida", finalizou.