A Azzas 2154 já assinou 15 acordos de confidencialidade junto a potenciais compradores da Farm e espera receber propostas não vinculantes pela grife carioca até o fim do mês, disse à coluna fonte a par dos planos do conglomerado de moda.
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Farm acelera presença global e quer ‘destravar valor’ da marca
O processo está sendo coordenado pelo banco de investimento americano Morgan Stanley.
A Farm é considerada a "joia da coroa" da companhia, e a estratégia de vendê-la para destravar valor para um conglomerado depreciado na Bolsa parece ser o único ponto de consenso no topo da Azzas e parte crucial para a resolução do impasse societário no maior conglomerado de moda da América Latina.
IPO
Apesar do otimismo de fontes próximas à Azzas com esse processo, parte da Faria Lima vê a operação com ceticismo.
Para o chefe de um banco de investimento que acompanha a transação, o caminho mais provável para a Farm é tentar abrir capital na Bolsa americana.
Isso porque a venda direta do negócio ainda não encontrou o apetite inicialmente esperado pela Azzas, disse a fonte.
Fundos internacionais com operação no Brasil, como Advent (investidora de Yduqs e Natura, por exemplo) e General Atlantic (que investiu em XP e QuintoAndar), já olharam a marca e não quiseram fechar negócio nas condições apresentadas.
— Fundos globais com presença local não querem pagar na casa de US$ 1 bilhão, que é o que estavam pedindo.
Já para players estratégicos de moda, o Brasil representa muito pouco para valer a pena — disse essa fonte.
O desafio é que um IPO que avalie a companhia em US$ 1 bilhão é pequeno para o mercado de capitais dos EUA, o que acrescenta complexidade ao processo.
Antes de as diferenças entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy se transmutarem em litígio judicial e arbitral, em maio, a Azzas chegou a cogitar abrir o capital da Farm na Bolsa.
A Farm e seu futuro na Azzas
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