A fácil e tranquila escolha de Textor para contratar o novo treinador do Botafogo

 

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O jovem Franclim Carvalho, de 39 anos, é a nova aposta de John Textor para o comando técnico do Botafogo. Ele será o nono técnico a dirigir o time na “era SAF”, o sétimo estrangeiro. Aliás, Franclim será também o sexto dessa relação a não ter exercido a carreira de jogador profissional em um grande clube.

A escolha do ex-assistente técnico de Artur Jorge no Braga, de Portugal, e no Botafogo não chega a surpreender. Desde o desconforto que culminou com a demissão do português Renato Paiva, no ano passado, ficou claro que John Textor quer um treinador que o atenda nos caprichos e sem muitas cobranças.

É assim, pelo menos, desde a conquista dos títulos do Brasileiro e da Copa Libertadores, em 2024, quando o majoritário das ações da SAF do Botafogo, esportivamente, deu-se por realizado. A saída de Artur Jorge, que alegava não ter recibo de Textor um projeto estruturado para o time, descortinou a nova realidade do clube alvinegro.

Talvez, por isso, o empresário norte-americano prefira vê-lo dirigido por “novatos”, de preferência, aliás, nascidos e formados fora do país. E não por técnicos com bem-sucedidos trabalhos autorais. John Textor joga com a ambição dos mais jovens de se estabelecer no cenário europeu ou asiático através das glórias do Botafogo.

Franclim Carvalho, que teve curta passagem pelo português Belenenses será o sétimo técnico estrangeiro desde a demissão de Enderson Moreira, em 2022 — o quinto nascido em Portugal. Além dele, dirigiram o time Luís Castro, Bruno Lage, Artur Jorge e Renato Paiva. No período, o clube teve ainda o italiano Davide Ancelotti e o argentino Martín Anselmi.

Os brasileiros Lúcio Flávio (42 dias) e Tiago Nunes (98) tiveram passagens pelo cargo entre outubro de 2023 e fevereiro de 2024.

Está claro, portanto, que enquanto o Botafogo associativo não tiver um meio de recomprar as ações de John Textor ou de afastá-lo do controle da SAF, o futebol do clube estará submetido aos “negócios” do investidor. E isso significa que enquanto for assim, ele precisará de um fantoche no comando do time.

Após a vitória sobre o Mirassol por 3 a 2, na quarta-feira passada, dia 1º de abril, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro, um ou outro jogador, mesmo constrangido, ratificou a escolha. A justificativa? “Franclim Carvalho é um cara legal.”