A delicada música do Black Sabbath que Tony Iommi escolheu para seu casamento

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Bruce WilliamPostado em 26 de outubro de 2026 Quando se fala em Black Sabbath, a primeira imagem que costuma surgir é a de Tony Iommi criando riffs pesados e ameaçadores, acompanhados pela voz de Ozzy Osbourne.

Mas o guitarrista também tinha um lado bastante delicado, revelado em algumas composições instrumentais. Uma delas acabou fazendo parte de um dos momentos mais importantes de sua vida pessoal: seu primeiro casamento, realizado em novembro de 1973, com John Bonham, do Led Zeppelin, como padrinho.

A música escolhida foi "Fluff", incluída no álbum "Sabbath Bloody Sabbath", lançado naquele mesmo ano. Com violões, piano e uma atmosfera tranquila, a instrumental representava uma pausa entre as composições pesadas do disco.

Iommi resolveu utilizá-la para acompanhar a entrada de sua noiva, Susan Snowdon, na igreja. Considerando o comportamento dos convidados, talvez tenha sido o momento mais tranquilo da cerimônia.

Bonham, que conhecia Iommi desde os tempos em que ambos circulavam pelas bandas de Birmingham, havia organizado uma despedida de solteiro bastante movimentada. Em entrevista à Classic Rock, em 2014, o guitarrista contou que os dois terminaram a noite anterior ao casamento num clube, onde o baterista pediu nada menos que doze garrafas de champanhe.

"Achei que ele fosse oferecer bebida para todo mundo, mas se virou para mim e disse: 'Pode beber, são suas'. Respondi: 'Se eu beber tudo isso, não vou conseguir me casar!'"

Bonham resolveu então beber uma taça de cada garrafa e, meia hora depois, estava completamente bêbado. Iommi conseguiu levá-lo para casa, mas ficou convencido de que seu padrinho não apareceria no dia seguinte.

Para sua surpresa, o baterista chegou vestido a caráter, com cartola e fraque. E trouxe consigo uma oferta pouco apropriada para uma cerimônia religiosa: cocaína.

"O constrangedor foi dentro da igreja. A família da minha mulher era bastante refinada, enquanto do meu lado estavam os integrantes da banda e outros músicos.

Todos ficavam saindo da igreja, três ou quatro de cada vez. Minha sogra perguntou: 'O que há de errado com seus amigos, que ficam entrando e saindo o tempo todo?'.

Eles estavam atrás da igreja usando cocaína", recordou Iommi. Apesar da movimentação, o casamento aconteceu normalmente.

A história de "Fluff", entretanto, não começa com o casamento. A composição recebeu esse nome em homenagem a Alan "Fluff" Freeman, famoso radialista da BBC que ajudou a divulgar o Black Sabbath numa época em que a banda encontrava resistência nas emissoras britânicas.

Quando Freeman morreu, em 2006, Geezer Butler recordou sua importância, conforme o Black Sabbath Online: "Alan Freeman, o DJ que tocou 'Paranoid' até ela se tornar um sucesso, morreu. A música 'Fluff', de 'Sabbath Bloody Sabbath', foi dedicada a ele, porque Fluff era seu apelido".

O radialista também utilizava outra instrumental do grupo, "Laguna Sunrise", como música de abertura de seu programa. A preferência de Iommi por essas composições ajudava a mostrar uma faceta musical que nem sempre recebia atenção dos ouvintes mais interessados nos riffs pesados.

"Fluff" acabou se tornando uma espécie de homenagem dupla: primeiro ao radialista que apoiou o Black Sabbath, depois à mulher com quem o guitarrista decidiu se casar. O casamento não durou muitos anos, mas a música permaneceu no repertório da banda e ganhou uma história que dificilmente alguém imaginaria ao ouvir seus acordes tranquilos.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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