A crise dos ex: últimos três técnicos da seleção perdem na rodada do Brasileiro; Diniz é demitido do Corinthians

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A fase não está fácil para os três últimos técnicos da seleção brasileira. Na quarta-feira, Dorival Júnior (que treinou o Brasil entre 2024/2025), Fernando Diniz (2023/2024) e Tite (2016/2022) amargaram derrotas à frente de São Paulo, Corinthians e Botafogo, respectivamente, pelo Campeonato Brasileiro. Pior para Diniz, que acabou demitido após o revés por 2 a 1 para o Internacional, em Porto Alegre. Entenda os momentos diferentes que o trio vive na temporada. Fernando Diniz A queda de Diniz mantém uma problemática que o treinador já vinha enfrentando desde seu trabalho anterior, no Vasco, e que já havia minado a curta passagem pelo Cruzeiro, entre o fim de 2024 e o início de 2025: a falta de consistência de resultados e a dificuldade em tirar as equipes de maus momentos. Ainda que, no Parque São Jorge, o técnico tenha mostrado uma de suas versões mais flexíveis, tanto em proposta de jogo quanto em utilização do elenco, não conseguiu reverter uma espiral negativa. A derrota para o Internacional, que selou seu destino após uma longa Data Fifa livre para treinos, foi a sexta consecutiva no campeonato. Nesse período, o Corinthians já havia sido eliminado da Libertadores, competição que por muito tempo segurou seu trabalho. Dorival Júnior Último treinador da seleção antes da chegada de Carlo Ancelotti, Dorival voltou valorizado ao mercado, mesmo sem grande sucesso na Amarelinha. E tratou de justificar no primeiro trabalho, no Corinthians, ano passado. Contratado em abril, conseguiu blindar o elenco de uma grande crise institucional, engatou uma proposta de jogo de alta eficiência e, ainda que sem ser brilhante, levantou duas taças: a Copa do Brasil e a Supercopa Rei, vencendo Vasco e Flamengo, respectivamente. Porém, não resistiu aos primeiros meses de irregularidade em 2026: foi demitido em abril e substituído, justamente, por Diniz. No São Paulo, no qual substituiu Roger Machado, voltou respaldado pelo bom trabalho recente, no qual também conquistara a Copa do Brasil, que o projetou à seleção. Mas vive uma realidade bem diferente. Dentro de campo, o time tem dificuldades para encontrar uma identidade, não consegue segurar vantagens, depende de brilhos individuais e vê os resultados se atropelarem na mesma irregularidade das atuações: são cinco derrotas (incluindo o 2 a 0 do Cruzeiro na quarta-feira), três vitórias e dois empates nos últimos dez jogos. Está eliminado da Sul-Americana e tenta chegar ao fim do Brasileirão longe da ameaça da zona de rebaixamento. Tite Apresentado no Botafogo há 21 dias, Tite teve a rara oportunidade de treinar por duas semanas livres de jogos por conta da Data Fifa, utilizadas para desenvolver seus métodos junto ao elenco. Na derrota pro 2 a 1 para o Vasco, porém, o alvinegro apresentou os mesmos problemas da estreia do técnico, no 2 a 0 do Mirassol, e que continuam assolando a equipe na temporada: um time que se defende mal, principalmente em transição, e que tem enorme dificuldade em marcar gols. Perto da zona de rebaixamento, o Botafogo está pressionado, mas a pressão ainda não recai sobre o trabalho do experiente treinador de 65 anos. Ainda é cedo para qualquer avaliação mais profunda em relação ao desempenho do comandante à frente da equipe. Mesmo assim, entende-se que Tite terá que tomar medidas importantes para as próximas partidas. Talvez a principal delas seja no ataque. Há 14 jogos sem marcar gols ou dar assistências, sendo 11 consecutivas como titular, Arthur Cabral tem sido criticado por não corresponder ao status de dono da vaga de centroavante. Além disso, o técnico precisa encontrar uma formação capaz de dar equilíbrio ao meio-campo.

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