Três gerações depois do sombrio 18 de agosto de 1936, ainda é proibido esquecer.
Passaram 90 anos desde o fuzilamento do poeta Federico García Lorca por falangistas de Granada.
Seu corpo nunca foi encontrado.
Segunda-feira passada, dia 17, a homenagem mais vibrante e desempoeirada ocorreu nas ruas de Madri, quando uma ruidosa centena de jovens artistas emergiu do Palácio de Velázquez carregando (com autorização do Ministério da Igualdade) uma pequena estátua de Lorca sorridente.
Num misto de “procissão laica” com flashmob a que foram se juntando cidadãos comuns, o cortejo seguiu até a Plaza de Santa Ana, no Barrio de las Letras.
Ali, cantaram, declamaram e dançaram aos pés da estátua oficial, em bronze e tamanho natural, do cultuado dramaturgo de “La Casa de Bernarda Alba”.
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A barbárie que une García Lorca, Victor Jara e Honestino
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