Por Gustavo MaiatoPostado em 03 de novembro de 2026 Quando o Led Zeppelin surgiu, no fim dos anos 1960, Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham mudaram a linguagem do rock pesado.
A banda virou referência para gerações inteiras de músicos. Entre os colegas de geração, porém, a admiração nunca foi unânime, e dois veteranos tiveram reações opostas diante do mesmo grupo.
Keith Richards foi um dos céticos. Ainda em 1969, o guitarrista dos Rolling Stones disse à revista Rolling Stone que não conseguia ouvir Robert Plant por muito tempo: "A voz do cara começou a me irritar.
Talvez ele seja acrobático demais". O incômodo com o rock pesado era mais amplo, segundo matéria do Whiplash.Net, e ele chegou a chamar Metallica e Black Sabbath de "grandes piadas".
Em 2015, voltou a falar do Zeppelin: "Amo Jimmy Page, mas como banda… com John Bonham trovejando como um caminhão desgovernado, não.
Jimmy é brilhante, mas sempre senti que tinha algo vazio ali." Paul Stanley viveu outra experiência.
Antes de criar o Kiss, ele viu o Led Zeppelin em 1969, no New York State Pavilion, diante de uma plateia pequena. Em fala publicada pela Goldmine e repercutida em matéria do Whiplash.Net, contou: "Eu os vi tocar para menos de 2 mil pessoas.
Foi o mais próximo de uma experiência religiosa". Anos depois, disse que Page, Plant, Jones e Bonham "escreveram o livro" e que todo o resto seria apenas acréscimo.
"Eles eram a personificação, em seu auge, de tudo. Essa é a essência do rock and roll.
Você pode chamar de heavy metal ou do que quiser, mas a base era Robert Johnson, passando por Elvis, tocado através de um grande amplificador Marshall. Era incrível."
Whiplash