A Artemis II é também brasileira? Entenda participação nacional em missão que explorou lado oculto da Lua
A missão Artemis II, que realizou um voo histórico ao redor da Lua, se aproxima de seu momento decisivo nesta sexta-feira, com a reentrada da cápsula Orion na atmosfera terrestre e amerissagem prevista no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Após dez dias de viagem executada com precisão, o retorno seguro da tripulação é considerado o passo final para confirmar o sucesso da missão.
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“Podemos começar a comemorar quando a tripulação estiver em segurança a bordo da embarcação de recuperação”, disse o vice-administrador da agência, Amit Kshatriya, sobre o pouso que será transmitido ao vivo pelos canais oficiais da Nasa. “Será realmente nesse momento que poderemos deixar as emoções tomarem conta e começar a falar sobre o sucesso”.
A bordo da Orion, os astronautas Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e o canadense Jeremy Hansen retornam após percorrer mais de 406 mil quilômetros — a maior distância já alcançada por humanos no espaço. A amerissagem está prevista para ocorrer por volta das 21h (horário de Brasília).
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O trecho mais crítico da missão será a reentrada na atmosfera. A espaçonave atingirá cerca de 40 mil km/h, o equivalente a aproximadamente 30,8 vezes a velocidade do som, enfrentando temperaturas próximas de 2.700 °C. O escudo térmico da cápsula, que já havia gerado preocupação em testes anteriores, será determinante para a segurança da tripulação.
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A reentrada deve durar cerca de 13 minutos e incluirá um período de aproximadamente seis minutos sem comunicação com a Terra, devido à formação de plasma ao redor da cápsula. Nesse intervalo, a Orion desacelerará até que paraquedas sejam acionados, reduzindo a velocidade para cerca de 32 km/h antes do pouso no mar.
Brasil no programa Artemis
Embora a missão Artemis II não conte com astronautas brasileiros, o país integra desde 2021 o programa por meio de um acordo de cooperação com os Estados Unidos.
“É um pequeno passo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e um grande salto para o Programa Espacial Brasileiro”, comentou, à época da assinatura do acordo, o então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e astronauta Marcos Pontes.
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O país é o único da América Latina entre os parceiros e o 12º no mundo a aderir à iniciativa. O acordo estabelece princípios e diretrizes para cooperação internacional na exploração espacial.
Entre os avanços citados estão o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos, que viabiliza o uso comercial do Centro Espacial de Alcântara, e o lançamento de satélites como o Amazônia-1, CBERS-4A, FloripaSat-1 e NanoSatCBr-2.
O programa Artemis prevê levar a primeira mulher e o próximo homem à superfície da Lua e estabelecer uma presença sustentável no satélite natural ainda nesta década. As parcerias internacionais são consideradas essenciais para viabilizar a exploração e preparar futuras missões a Marte.
Para o Brasil, a participação abre oportunidades em pesquisa, formação de profissionais e desenvolvimento tecnológico, com envolvimento de universidades e centros científicos.
