99 desiste de mototáxis em SP e Nunes comemora: 'Entenderam'

 

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A empresa 99 informou que não vai mais oferecer o serviço de transporte de passageiros por moto na cidade de São Paulo. A decisão foi comunicada ao prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, durante uma reunião.

O CEO da 99, Simeng Wang, disse que a empresa está aberta a uma série de parcerias com a gestão municipal. Os representantes da companhia apresentaram um conjunto de propostas voltadas à segurança de motociclistas e à melhoria da mobilidade urbana, que serão avaliadas pela Prefeitura.

A desistência foi comemorada pelo prefeito:

“A cidade é complexa, e nossa preocupação é com a segurança do motoqueiro e do passageiro. Hoje temos um grande investimento no sistema de saúde também para atender vítimas de acidentes com motocicletas. Fico muito feliz que vocês entenderam.”

A medida ocorreu quase quatro meses depois da regulamentação da atividade aprovada pela Câmara Municipal e sancionada por Ricardo Nunes, que deixou a 99 e a Uber insatisfeitas. Uma das exigências era a de que os veículos tivessem placa vermelha, específica dessa modalidade.

Entre as regras, também está a idade mínima de 21 anos para os motociclistas e o veto à circulação no centro expandido da cidade.

A regulamentação também estabeleceu que as empresas devem manter cadastros dos mototaxistas; contratar seguro para passageiros; custear os equipamentos de proteção individual; e instalar pontos de descanso.

Na época, as empresas chamaram as regras de 'proibitivas, ilegais e inconstitucionais', e Nunes — que sempre se manifestou de forma contrária ao transporte de moto por aplicativo — alegou que as companhias queriam ganhar dinheiro independente dos riscos à vida das pessoas.

Questionada sobre a decisão de não oferecer mais o serviço, a 99 informou que está focada nos serviços de entrega.

Já a Uber afirmou que já deu início ao processo de credenciamento junto à Prefeitura de São Paulo para oferecer a modalidade de transporte e aguarda o retorno do poder municipal. A empresa reiterou o compromisso com a mobilidade urbana e defendeu a importância do serviço como uma alternativa acessível e eficiente para os deslocamentos na capital paulista.