Inteligência artificial na medicina
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Quando o assunto é inteligência artificial agêntica na área da saúde, 9 em cada 10 brasileiros afirmam que a supervisão humana é um requisito indispensável.
Os dados são da pesquisa Connected Health Consumer, realizada pela Salesforce com mais de 3,2 mil pacientes em oito países, incluindo o Brasil.
O estudo aponta que 72% dos pacientes brasileiros dizem estar confortáveis em usar IA agêntica no contexto da saúde, índice maior do que a média global, de 61%.
Os dados mostram também que 76% compartilhariam seu histórico médico completo com uma IA para obter um diagnóstico mais rápido, contra 64% no mundo todo.
Em relação às burocracias que enfrentam, 74% dos pacientes no Brasil preferem ter ajuda de IA 24 horas por dia, 7 dias por semana, a ter que esperar pelo atendimento por telefone durante o horário comercial.
Para 79% dos pacientes com condições crônicas no Brasil, um assistente digital 24/7 tornaria o gerenciamento de sua saúde significativamente mais fácil.
A pesquisa aponta ainda que:
59% preferem agentes de IA a humanos para evitar tempos de espera, desde que o suporte humano esteja visível e acessível.
72% dos brasileiros já pularam ou adiaram cuidados médicos necessários por dificuldades no processo de agendamento
60% já desistiram de buscar atendimento porque o processo digital de saúde era complicado demais
"Os pacientes não querem que a IA substitua seus médicos.
Eles querem que ela substitua a espera e a burocracia com segurança.
Quando a tecnologia é construída com base na confiança, a saúde pode finalmente andar no mesmo ritmo das nossas vidas", disse Sophia Saleem, Chief Health Officer da Salesforce, em nota.
A pesquisa mostra que os brasileiros têm 4,1 vezes mais probabilidade de confiar em um agente de IA integrado ao portal seguro do seu próprio médico do que em um chatbot público ou site de saúde geral.
Aliás, a privacidade e a segurança dos dados de saúde são a maior preocupação dos pacientes brasileiros: 32% dos entrevistados apontaram a questão, seguida pela precisão do diagnóstico ou tratamento, com 30%.
Além disso, 93% dos brasileiros defendem que os pacientes devem ter o direito de recusar totalmente as recomendações clínicas geradas por IA.
O relatório Salesforce Connected Health Consumer entrevistou 3.200 pessoas nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia entre 24 de março e 10 de abril de 2026.
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