Ao longo dos anos, diversos celulares icônicos marcaram gerações com visuais excêntricos e recursos que eram considerados modernos para suas respectivas épocas.
Um exemplo é o Moto Z, que permitia conectar acessórios externos, como caixas de som JBL e até uma câmera Hasselblad, para ampliar suas funções.
Já o lendário Motorola V3 ultrapassou o universo da tecnologia, transformou-se em um verdadeiro item fashion e ajudou a definir o que era “cool” no mercado de celulares.
Hoje, em um mercado dominado por telas sensíveis ao toque, é até difícil imaginar que um aparelho pudesse fazer enorme sucesso por oferecer suporte às redes 3G ou um teclado QWERTY.
Ainda assim, esses e outros modelos surpreenderam com inovações que continuam interessantes até hoje.
Em clima de nostalgia, o TechTudo reuniu, na lista a seguir, oito celulares icônicos que deveriam voltar em 2026.
Os aparelhos foram selecionados pela equipe da redação.
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Sony Ericsson w580 tinha função de player de música e design laranja
Divulgação/Sony Ericsson
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8 celulares tão icônicos que deveriam voltar em 2026, segundo o TechTudo
A equipe do TechTudo selecionou oito celulares tão icônicos que mereciam voltar ao mercado em 2026.
No índice a seguir, confira os tópicos abordados ao longo da matéria
Motocubo
Moto Z
Nokia N95
Nokia Asha 200
Sony Ericsson W380
Sony Ericsson W580
LG Chocolate
Motorola V3
1.
Motocubo
O Motorola A45 Eco, ou simplesmente “Motocubo”, foi lançado em agosto de 2009, há exatos 17 anos.
O celular trazia uma tela LCD de 2,5 polegadas, com resolução de 320 x 240 pixels e suporte à exibição de 262 mil cores.
O modelo também chamava atenção pelo teclado QWERTY escondido sob a tela que “escorria” para baixo e deixava o aparelho com proporções semelhantes às de um maço de cartas de baralho.
O Motocubo chegou ao mercado em um momento em que a Motorola perdia espaço para concorrentes.
No mesmo ano, por exemplo, a Apple lançou o iPhone 3GS, que já oferecia suporte às redes 3G, recurso ausente no modelo da Motorola.
Como diferencial, o aparelho apostava em uma interface simples e intuitiva, com acesso a diversos aplicativos em apenas três ou quatro toques.
Entre os destaques estava uma versão exclusiva do Google Maps, desenvolvida em parceria com a empresa de Mountain View.
Motocubo apostava em design compacto com teclado QWERTY deslizante oculto sob a tela
Divulgação
Como o Motocubo não contava com GPS, o aplicativo utilizava a triangulação de antenas de celular para estimar a localização do usuário.
Em 2011, a equipe do TechTudo teve a oportunidade de testar o aparelho e destacou pontos como o design compacto, a versão exclusiva do Google Maps e o acesso facilitado às redes sociais.
Mesmo diante das limitações técnicas para a época, o modelo se tornou uma opção marcante pelo formato diferente e pela proposta de facilitar o uso de recursos online.
2.
Moto Z
O Moto Z faz parte de uma extensa linha da Motorola, lançada originalmente em 2016.
Na época, os aparelhos ficaram conhecidos pelos “Moto Snaps”, ou Moto Mods, acessórios que se conectavam magneticamente à traseira para ampliar as funções do celular.
Entre os módulos mais interessantes estavam um projetor portátil, bateria extra, caixa de som JBL e até a câmera Hasselblad True Zoom, com zoom óptico.
O primeiro Moto Z chegou ao mercado como um celular topo de linha e trazia o processador Qualcomm Snapdragon 820, com velocidade de até 1,8 GHz.
O modelo também contava com opções de 32 GB ou 64 GB de armazenamento interno, além de suporte a redes 4G, Wi-Fi, Bluetooth e NFC, recurso que ainda não era tão comum para pagamentos por aproximação como é atualmente.
Moto Z apostava em design modular e permitia conectar acessórios magnéticos para ampliar seus recursos
Aline Batista/TechTudo
Outro destaque estava na tela, formada por cinco camadas de materiais resistentes projetadas para absorver impactos em caso de queda.
O aparelho ainda trazia bateria de 2.600 mAh e suporte ao carregamento rápido de 15 W, uma especificação bastante competitiva para a época.
A combinação entre design modular e acessórios diferenciados ajudou a tornar o Moto Z um dos modelos mais marcantes da Motorola naquele período.
3.
Nokia N95
O Nokia N95 ficou conhecido pelo design de slide duplo, com uma tela de 2,6 polegadas, resolução de 320 x 240 pixels e exibição de 16 milhões de cores na parte superior.
Na parte inferior, o teclado T9 servia tanto para digitação quanto para controlar as músicas reproduzidas no aparelho.
Outro grande destaque do N95 estava no conjunto de câmeras, especialmente na principal de 5 MP com lente ZEISS, uma parceria que se tornaria um diferencial bastante valorizado em celulares nos anos seguintes.
O sensor registrava imagens com resolução de até 2.592 x 1.944 pixels e era elogiado pelos resultados para a época.
O aparelho ainda tinha uma câmera frontal de resolução mais baixa, voltada principalmente para videochamadas.
Nokia N95 se destacava pela câmera de 5 MP com lente Zeiss, que entregava fotos de alta qualidade para os padrões da época
Divulgação/Nokia
O N95 também trazia bateria de 950 mAh, com autonomia anunciada de até 192 horas em espera e 2 horas e 42 minutos de conversação usando 3G.
O pacote de conectividade incluía ainda Wi-Fi e Bluetooth, recursos modernos para aquele período.
Em 2008, o modelo ganhou uma curiosa edição especial no Brasil: o Renault Sandero Nokia, que vinha com o N95 integrado ao carro e oferecia recursos como viva-voz via Bluetooth, GPS e acesso à internet.
4.
Nokia Asha 200
O Nokia Asha 200 foi lançado em 2011 e chamou atenção por combinar preço acessível com recursos interessantes para a época.
Ele chegou a aparecer em algumas lojas por cerca de R$ 230 e tinha como principal diferencial o suporte para dois chips.
Embora a função seja comum atualmente, a presença de Dual SIM em um celular de entrada representava um avanço importante naquele período.
Outro destaque era o teclado QWERTY físico, pensado para facilitar a digitação de mensagens e textos, acompanhado por uma tela de 2,4 polegadas com resolução de 320 x 240 pixels.
Vale destacar que o Asha 200 foi o primeiro modelo da Nokia a combinar teclado QWERTY com suporte para dois chips.
A proposta ajudava o aparelho a se diferenciar em um segmento ainda dominado por celulares com teclados numéricos.
Nokia Asha 200 se destacava pelo teclado QWERTY e suporte para dois chips
Juliana Sousa/TechTudo
O modelo também contava com bateria de 1.430 mAh, com autonomia de até três dias, dependendo do uso.
Além disso, o Asha 200 permitia baixar aplicativos populares na época, como Facebook, Twitter, WhatsApp e Hotmail.
O conjunto reforçava a proposta de oferecer recursos encontrados em celulares mais avançados por um preço mais acessível.
5.
Sony Ericsson W380
O Sony Ericsson W380 foi um celular flip acessível lançado pela Sony Ericsson em março de 2008.
O modelo fazia parte da linha Walkman e tinha como principal proposta oferecer uma experiência voltada para música.
Como diferencial, trazia botões sensíveis ao toque na parte externa, que permitiam controlar a reprodução de músicas sem precisar abrir o aparelho.
Outro detalhe interessante estava no pequeno visor OLED oculto, usado para exibir informações de status e complementar o visual do celular.
O design também ajudou o W380 a conquistar espaço entre os consumidores, especialmente com uma variante na cor roxa, que se tornou bastante popular na época.
Quando aberto, o aparelho revelava uma tela principal de 1,9 polegada, com tecnologia TFT e suporte à exibição de 256 mil cores.
Sony Ericsson W380 trazia comandos externos no flip para controlar a reprodução de músicas sem precisar abrir o celular
Divulgação/Sony Ericsson
Apesar do foco em música e do visual diferenciado, o W380 tinha uma ficha técnica básica para os padrões atuais.
O celular contava com uma câmera de 1,3 MP, voltada para registros simples, além dos recursos característicos da linha Walkman.
A combinação entre formato compacto, controles externos e acabamento chamativo ajudou a tornar o modelo uma opção marcante entre os celulares acessíveis daquele período.
6.
Sony Ericsson W580
O Sony Ericsson W580 foi lançado em 2007 e marcou uma geração ao combinar foco em música com um design fino e compacto.
Integrante da linha Walkman, o modelo se destacava pelos detalhes em laranja ou azul, presentes nas teclas e revelados com mais destaque ao abrir o aparelho.
A proposta tinha forte apelo entre o público jovem, principal alvo do celular.
Diferente do W380, que adotava o formato flip, o W580 utilizava um mecanismo deslizante.
Ao empurrar a tela para cima, o usuário tinha acesso a um pequeno teclado físico, enquanto os botões para controlar as músicas ficavam posicionados na mesma estrutura da tela.
O formato ajudava a dar ao aparelho uma aparência moderna e diferente dos celulares tradicionais da época.
Sony Ericsson W580 se destacava pelo design fino com detalhes em laranja que ganhavam destaque nas teclas e no interior do celular
Divulgação/Sony Ericsson
Na ficha técnica, o W580 trazia uma tela de 2 polegadas com resolução de 320 x 240 pixels, além de câmera de 2 MP e bateria de 930 mAh.
O modelo ocupava uma posição intermediária no catálogo da Sony Ericsson, oferecendo especificações um pouco mais avançadas sem abandonar a proposta voltada para o público jovem.
Seu visual marcante e a integração com a linha Walkman ajudaram a torná-lo um dos celulares mais lembrados da marca.
7.
LG Chocolate
O LG Chocolate foi anunciado entre 2005 e 2006 e se tornou um verdadeiro sucesso comercial.
O aparelho também ganhou destaque por suas campanhas publicitárias, estreladas pelos atores sul-coreanos Kim Tae-hee e Hyun Bin, que são conhecidos por seus trabalhos em produções populares até hoje.
O forte investimento em marketing ajudou a transformar o celular em um dos modelos mais marcantes da LG naquele período.
No visual, o Chocolate apostava no formato slider, que revelava um conjunto de teclas sensíveis ao toque iluminadas em vermelho.
Os botões também podiam ser usados para controlar a reprodução de músicas mesmo com o aparelho fechado, o que reforça sua proposta multimídia.
O design minimalista e diferente dos celulares convencionais da época foi um dos principais fatores para o sucesso do modelo.
LG Chocolate apostava em design slider e teclas sensíveis ao toque iluminadas em vermelho
Divulgação/LG
Na ficha técnica, o LG Chocolate trazia câmera de 1,9 MP com flash, MP3 player e rádio FM.
A memória interna de 150 MB podia ser expandida em até 1 GB com cartões microSD, enquanto a conectividade incluía USB e Bluetooth.
O conjunto de recursos, aliado ao visual sofisticado, ajudou o aparelho a conquistar grande popularidade em diversos mercados.
8.
Motorola V3
O Motorola V3 foi lançado em 2004 e, em 2026, completa 22 anos.
O icônico celular se tornou uma verdadeira febre, conquistou status de item fashion, alcançou grande sucesso comercial e marcou a cultura pop.
Seu principal destaque era o design flip extremamente fino, que ajudou a estabelecer um padrão de elegância e continua inspirando a busca das fabricantes por aparelhos dobráveis cada vez mais finos.
Com apenas 95 gramas, o V3 também se destacava pela construção compacta e trazia um display externo de 96 x 80 pixels, usado quando o celular estava fechado.
Por dentro, havia uma tela de 2,2 polegadas com resolução de 220 x 176 pixels.
O aparelho ainda oferecia Bluetooth, protocolo de e-mail IMAP, reprodução de ringtones em MP3, navegação pela internet via WAP 2.0, jogos e espaço para armazenar até mil contatos na agenda.
Motorola V3 fez sucesso com diferentes opções de cores e até uma versão de luxo, tornando-se uma verdadeira febre e um item fashionista
Reprodução/Motorola
A ficha técnica incluía ainda uma câmera VGA e bateria de 750 mAh, com autonomia anunciada de até sete horas em conversação e 250 horas em repouso.
Mesmo com especificações simples, o V3 se transformou em um fenômeno e chegou a ganhar uma versão de luxo em parceria com a Dolce & Gabbana.
No Brasil, o aparelho também marcou presença na cultura pop ao aparecer nas mãos de Mia Colucci, personagem fashionista da novela mexicana Rebelde, que se tornou um enorme sucesso no país.
Com informações de GSM Arena, G1 e Mobile Phone Museum
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