6 hábitos que prejudicam o Wi-Fi e quase todo mundo faz
Deixar o roteador escondido atrás de móveis, instalá-lo perto de eletrônicos que geram interferência e utilizar senhas fracas ou manter configurações desatualizadas são algumas das práticas que, embora pareçam inofensivas, podem comprometer a qualidade do Wi-Fi.
Esses erros comuns prejudicam a conexão do sinal, deixam a internet mais lenta, causam falhas durante o uso e ainda podem facilitar o acesso de pessoas não autorizadas à rede.
Os cuidados são importantes para roteadores de diferentes fabricantes, como TP-Link, Intelbras e D-Link.
Para detalhar os seis hábitos que prejudicam o Wi-Fi, o TechTudo conversou com Rafael da Silva Santos, coordenador do curso de Segurança Cibernética da FIAP e professor de Redes de Computadores.
O especialista explica, por exemplo, onde posicionar o roteador para melhorar o sinal, por que reiniciar o equipamento periodicamente faz diferença e quais são as consequências de manter diversos dispositivos conectados à mesma rede.
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TechTudo lista 6 hábitos que prejudicam o sinal do Wi-Fi e quase todo mundo faz
Imagem criada com IA/Canva.com
📝 Como melhorar o sinal do Wi-Fi? Fórum TechTudo responde
1.
Deixar o roteador escondido atrás de móveis ou dentro de armários
Um hábito comum é escolher o local do roteador pensando apenas na aparência do aparelho no ambiente.
No entanto, o posicionamento do equipamento deve priorizar a qualidade do sinal de Wi-Fi.
“O sinal é transmitido por ondas de rádio e qualquer obstáculo, como paredes, armários, espelhos, móveis grandes ou objetos metálicos, reduz o alcance e a intensidade da conexão”, explica Rafael.
Por isso, o roteador deve ser instalado em um local aberto, elevado e, sempre que possível, em uma posição central da casa.
Assim, o sinal do Wi-Fi consegue se espalhar de forma mais uniforme pelos cômodos.
“Um simples reposicionamento do equipamento costuma trazer uma melhora perceptível sem que o usuário precise contratar um plano de internet mais rápido”, completa o profissional.
O roteador deve ser posicionado em um local aberto, elevado e, sempre que possível, em uma posição central da casa
Divulgação/TP-Link
2.
Colocar o roteador perto do micro-ondas ou de outros eletrônicos
Outro erro frequente é instalar o roteador próximo de aparelhos que geram interferência eletromagnética.
Rafael explica que o exemplo mais conhecido é o micro-ondas, que opera em uma frequência muito próxima da utilizada pela rede Wi-Fi de 2,4 GHz.
“Durante o funcionamento, ele pode causar perda de velocidade ou pequenas interrupções na conexão”, alerta.
Telefones sem fio antigos, babás eletrônicas e até algumas caixas de som Bluetooth também podem comprometer a qualidade do sinal.
Por isso, sempre que possível, a orientação é manter uma distância entre esses equipamentos e o roteador.
Para quem mora em apartamentos ou em regiões com muitas redes Wi-Fi e possui dispositivos compatíveis, utilizar a frequência de 5 GHz costuma ser uma boa alternativa.
“Ela sofre menos interferências e oferece velocidades maiores, embora tenha um alcance menor do que a rede de 2,4 GHz”, esclarece Rafael.
O roteador não deve ser instalado perto de aparelhos que geram interferência eletromagnética, como o micro-ondas
Reprodução/Philco
3.
Nunca reiniciar o roteador
Manter o roteador ligado por muito tempo sem reiniciá-lo pode afetar o desempenho da rede.
Isso porque, assim como computadores e smartphones, o equipamento acumula processos ao longo do tempo, o que pode provocar lentidão, pequenas falhas e dificuldades para conectar novos aparelhos.
Com isso, uma reinicialização periódica ajuda a encerrar esses processos temporários e pode melhorar o funcionamento da conexão.Diante disso, Rafael pontua que é importante diferenciar este procedimento da restauração de fábrica.
“Reiniciar significa apenas desligar e ligar novamente o equipamento, preservando todas as configurações.
Já restaurar para os padrões de fábrica apaga senhas, nome da rede e demais configurações, sendo indicado apenas quando há algum problema mais sério ou durante uma reconfiguração completa”, completa.
roteador
Reprodução/Freepik
4.
Continuar usando senhas fracas e configurações antigas
Uma rede Wi-Fi desprotegida pode ser utilizada por pessoas sem autorização, muitas vezes sem que o morador perceba.
Além de consumir parte da banda disponível e reduzir a velocidade da internet, esse acesso indevido também aumenta os riscos à segurança dos dispositivos conectados.
Para reduzir esse risco, a recomendação é utilizar uma senha forte, combinando letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais.
Também é importante evitar informações fáceis de descobrir, como datas de nascimento ou sequências numéricas.
Outra dica é acessar periodicamente o painel do roteador para verificar quais aparelhos estão conectados e entender se há acessos desconhecidos.
Rafael destaca ainda a importância de utilizar protocolos modernos de segurança, como WPA2 ou, preferencialmente, WPA3, quando disponíveis.
“Eles oferecem uma proteção significativamente superior em comparação aos padrões mais antigos”, reforça.
Para reduzir acessos indesejados ao Wi-Fi, a recomendação é utilizar uma senha forte
Reprodução/Shutterstock
5.
Não atualizar o firmware do roteador
O firmware é o software interno responsável pelo funcionamento do equipamento e, assim como acontece com celulares e computadores, precisa ser atualizado periodicamente.
Essas atualizações corrigem vulnerabilidades de segurança, melhoram a estabilidade da conexão, aumentam a compatibilidade com novos dispositivos e, em alguns casos, até trazem ganhos de desempenho.
“Hoje, muitos roteadores já realizam esse processo automaticamente.
Nos modelos que não possuem essa função, vale consultar o aplicativo ou o painel de administração do fabricante para verificar se existe alguma atualização disponível”, orienta Rafael.
Entenda para o que serve todas as luzes do roteador
Reprodução/depositphotos.com
6.
Conectar dezenas de aparelhos sem perceber
Nos últimos anos, o número de dispositivos conectados à internet dentro de casa cresceu significativamente.
Além de celulares e computadores, é cada vez mais comum encontrar TVs inteligentes, videogames, câmeras de segurança, assistentes virtuais, lâmpadas inteligentes, fechaduras eletrônicas e diversos outros aparelhos utilizando a mesma rede.
Mesmo com um plano de internet de alta velocidade, todos esses dispositivos compartilham a capacidade do roteador.
Rafael explica que, quando muitos equipamentos estão ativos ao mesmo tempo — principalmente realizando transmissões de vídeo, jogos on-line ou backups em nuvem — é natural que a rede apresente lentidão.
“Por isso, além da velocidade da internet, é importante avaliar a capacidade do próprio roteador.
Em alguns casos, trocar um equipamento muito antigo por um modelo mais moderno faz mais diferença do que aumentar o plano contratado junto à operadora”, orienta.
Muitos dispositivos conectados podem deixar o sinal do Wi-Fi com lentidão
Divulgação/Freepik
Com informações de Dial a Nerd e PCWorld
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