6 funções escondidas do Android e iPhone para proteger apps de banco

 

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Golpes envolvendo aplicativos de banco têm se tornado cada vez mais comuns e, para reduzir esse risco, é importante não contar apenas com as proteções oferecidas pelos bancos. Os sistemas Android e iPhone (iOS) oferecem funções nativas, muitas delas pouco conhecidas, que ajudam a criar barreiras extras contra acessos não autorizados. Entre elas está o "modo ladrão", do Android, que reúne diferentes tipos de bloqueio para situações de risco, e a Proteção de Dispositivos Roubado, do iPhone, que impõe um adiamento de segurança antes da realização de alterações sensíveis.

A seguir, veja seis recursos disponíveis nos dois sistemas operacionais que podem reforçar a segurança de apps bancários e proteger contra prejuízos financeiros em tentativas de golpe, perda ou roubo do aparelho.

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A seguir, veja como ativar camadas extra de segurança em celulares Android e iPhone, a fim de proteger apps de bancos

Fernando Braga

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1. Ativar a autenticação em dois fatores

A autenticação em dois fatores funciona como uma camada extra de segurança para o acesso a aplicativos. Em vez de permitir a entrada apenas com senha, o sistema exige uma confirmação adicional, que pode ser um código temporário, um método biométrico ou até mesmo uma foto em tempo real. Esse tipo de proteção é essencial porque muitas fraudes começam com o vazamento ou a descoberta da senha principal. Assim, mesmo que o criminoso consiga essa informação, ele ainda encontrará uma barreira antes de acessar o app do banco.

A ativação costuma variar de acordo com a instituição, mas geralmente está disponível dentro do próprio aplicativo bancário, na área de segurança da conta. Ao habilitar o recurso, o usuário escolhe como essa segunda verificação será feita e passa a ser avisado sempre que houver uma tentativa de acesso fora do padrão.

Com a autentificação de dois fatores ativada, não basta ter somente a senha da conta; uma segunda confirmação é necessária, como SMS, método biométrico ou foto em tempo real

Mariana Saguias/TechTudo

2. Acesso ao app com biometria/Face ID

Restringir o acesso ao aplicativo bancário por biometria ou reconhecimento facial é uma das formas mais eficientes de evitar prejuízos financeiros. Esse recurso garante que, mesmo com o celular desbloqueado, a plataforma continue protegida. O procedimento é especialmente importante em situações em que o aparelho é roubado enquanto está desbloqueado – ou quando o dispositivo não tem senha.

Assim, após ativar a função, o acesso passa a depender da digital ou do rosto do usuário (dependendo da capacidade biométrica do dispositivo), impedindo a realização de transações por criminosos. Vale destacar, ainda, que esse tipo de recurso facilita o login, já que dispensa a necessidade de digitar a senha em cada acesso. No Android, o recurso pode variar de acordo com o modelo, mas geralmente pode ser encontrado no próprio app do banco. Já no iPhone, basta tocar e pressionar sobre a plataforma e selecionar a opção "Exigir Face ID".

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Quando um app bancário estiver protegido com biometria/Face ID, ele somente será acessado com a impressão digital ou reconhecimento facial do usuário

Reprodução/Diego Cataldo

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3. Esconder app do banco

Esconder o aplicativo do banco é um procedimento disponível no Android (em diferentes marcas) e no iPhone. Com isso, o usuário dificulta a identificação de quais serviços bancários estão instalados no dispositivo. É possível fazer a plataforma desaparecer até mesmo da bandeja de apps, sem deixar "rastros" - somente o dono do telefone saberá que ela está lá, mesmo sem vê-la. Em aparelhos Android, alguns modelos permitem ocultar aplicativos diretamente nas configurações da tela inicial.

Nos celulares Samsung, o método mais indicado é a Pasta Segura, que cria um ambiente protegido dentro do sistema. Já nos dispositivos Xiaomi, o recurso equivalente é o Segundo Espaço, que funciona como um perfil separado no celular. No iPhone, por sua vez, o sistema permite “esconder” aplicativos dentro da pasta “Ocultos”. Somente é possível visualizar – e acessar – o que está lá dentro mediante reconhecimento facial.

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Android e iPhone contam com o recurso de esconder apps, o que tira as plataformas da tela inicial e, em alguns casos, até mesmo da bandeja de apps

Reprodução/Mariana Tralback

4. Google Play Protect (Android)

O Google Play Protect é um recurso de segurança disponível em celulares Android que atua como uma camada constante de vigilância. Uma de suas funções é analisar os aplicativos instalados no celular e verificar se há comportamentos suspeitos, como tentativas de acessar dados sensíveis sem permissão.

Essa proteção é importante porque muitos golpes bancários envolvem aplicativos falsos que se passam por serviços legítimos, por exemplo. Desse modo, o Play Protect ajuda a identificar esse tipo de ameaça antes que ela cause danos. Para verificar se o recurso está ativo, o usuário deve acessar as configurações do Android, entrar na área de segurança e localizar o Google Play Protect. Dentro do menu, é possível iniciar uma varredura manual e confirmar se a análise automática está habilitada.

Google Play Protect protege celulares Android de forma constante; analise de apps instalados detecta comportamentos suspeitos

Reprodução/Mariana Tralback

🔔'Modo ladrão' do Android: 5 coisas que você precisa saber sobre os recursos

5. Modo ladrão do Android

O Android conta com o chamado “modo ladrão”, que reúne diferentes opções de bloqueio para situações de risco, ajudando a proteger dados sensíveis e apps de banco após um roubo ou furto. O Bloqueio por Detecção de Roubo, por exemplo, usa inteligência artificial para identificar movimentos típicos de furto, como puxões bruscos. Quando esse tipo de comportamento é detectado, o sistema bloqueia a tela automaticamente, interrompendo o acesso imediato aos aplicativos. Esse bloqueio rápido é importante porque muitas fraudes acontecem nos primeiros instantes após o roubo, quando o aparelho ainda está desbloqueado.

Já o Bloqueio Remoto permite que o usuário bloqueie o celular à distância, caso não esteja com ele em mãos. Para isso, basta inserir o número de telefone no site “android.com/lock” (sem aspas). Se o aparelho for recuperado, é só inserir a senha de acesso normalmente para fazer a liberação. Outra opção é o Bloqueio de Dispositivo Off-line, que entra em ação quando o celular permanece sem conexão com a internet por um período prolongado. A funcionalidade busca evitar que criminosos desativem a localização do aparelho após um roubo ou furto, preservando as chances de voltar a encontrá-lo.

"Modo ladrão" do Android conta com três opções de bloqueio do dispositivo, para diferentes situações

Reprodução/Mariana Tralback

6. Proteção de dispositivos roubados para iPhone

A Proteção de Dispositivos Roubados é um recurso do iPhone que adiciona barreiras extras quando o aparelho é usado fora de locais considerados seguros. Com a função ativada, ações sensíveis — como consultar senhas salvas, usar cartões de crédito armazenados no iCloud, desativar o Modo Perdido ou apagar configurações — passam a exigir autenticação por Face ID ou Touch ID, mesmo que a senha de desbloqueio seja conhecida. Isso dificulta o acesso rápido a aplicativos de banco e outras informações, além de impedir alterações importantes.

O sistema também pode aplicar um adiamento de segurança de uma hora antes de permitir mudanças, além de exigir mais de uma verificação biométrica para concluir a ação. Esse intervalo reduz a chance de golpes nos primeiros instantes após o furto, dando tempo para o usuário proteger a conta à distância. Vale destacar que quando o iPhone está em um local conhecido, como casa ou trabalho, essas medidas extras não se aplicam.

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Ao ativar a Proteção de Dispositivo Roubado, usuário adiciona uma camada extra de proteção ao iPhone - e consequentemente protege apps bancários

Reprodução/Mariana Tralback

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