315 comprimidos por dia: Padre mineiro com doença rara tem alta de hospital após infecção
O padre mineiro Márlon Múcio, de 53 anos, teve alta hospitalar nesta sexta-feira após dias de internação para tratamento de uma infecção. O religioso, que convive com uma doença genética rara e precisa tomar 315 comprimidos por dia, descansará em casa e não poderá receber visitas. Nesta quinta-feira, ele havia deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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A informação foi divulgada pela equipe do sacerdote nas redes sociais.
— Com alegria, informamos que o Padre Márlon recebeu alta hospitalar e segue em recuperação. Neste momento, ele precisa de descanso e, por orientação, permanece sem receber visitas. Agradecemos de coração todas as orações, o carinho e a preocupação de todos. — diz a publicação assinada pela equipe no perfil de Múcio.
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Quem é o padre Márlon
Natural de Carmo da Mata, no Centro-Oeste de Minas Gerais, o padre enfrenta a Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma condição rara e progressiva que afeta neurônios motores e sensoriais. A doença provoca fraqueza muscular, dificuldades respiratórias, perda auditiva e comprometimentos motores.
Padre Márlon Múcio trata doença genética rara
Reprodução | Instagram
Além da rotina de centenas de medicamentos diários, Márlon utiliza respirador mecânico 24 horas por dia. O caso dele ganhou notoriedade nacional pela gravidade da doença e pela longa trajetória até o diagnóstico correto, obtido apenas na vida adulta.
Nos últimos anos, o padre passou por diversas internações em decorrência de complicações da RTD. Em 2025, chegou a relatar mais de 20 hospitalizações ao longo do ano, incluindo passagens pela UTI e procedimentos ligados à traqueostomia. O religioso chegou a ficar oito dias em coma induzido e perdeu mais de 27 kg.
Márlon também ficou conhecido por fundar, em Taubaté, no interior de São Paulo, um hospital voltado ao atendimento gratuito de pessoas com doenças raras. Sua história inspirou o documentário “Milagre Vivo”, lançado em 2024.
