3 em cada 4 empresas destinam ao menos 70% do orçamento de TI para manter sistemas legados, diz pesquisa

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Fonte da notícia: Epoca Negócios Epoca Negócios

Orçamento, lupa, contas, empresas Getty Images Modernizar ambientes tecnológicos já entrou no radar das grandes empresas, mas boa parte dos recursos de TI ainda é consumida pela manutenção de sistemas legados — tecnologias antigas que continuam em operação por serem essenciais ao negócio — ou críticos, como mainframe. É o que mostra uma pesquisa realizada pela TQI, empresa de tecnologia, em parceria com a Fundação Dom Cabral e a Integratum.

O estudo aponta que 76% das empresas destinam 70% ou mais do orçamento de TI à manutenção dos legados, limitando a capacidade de direcionar investimentos para novas aplicações, arquitetura, dados e inteligência artificial. De acordo com a pesquisa, 62% classificam como alta ou muito alta a dependência do negócio em relação aos sistemas legados, enquanto 55% apontam a sustentação de processos críticos como uma de suas principais contribuições.

Apesar dessa dependência, o estudo aponta que 88% das empresas estão planejando, iniciando ou avançando na atualização de seus ambientes tecnológicos. Entre as 22 organizações que ainda estão planejando a modernização, 13 apontaram o risco de interrupção ou impacto em operações críticas como uma das principais preocupações. Entre as 21 que avançaram no processo, 18 citaram ganhos de produtividade nas áreas de negócio entre os impactos percebidos. “Muitas empresas precisam evoluir ambientes que continuam sustentando processos essenciais, receita e relacionamento com clientes. Isso exige uma leitura cuidadosa do que deve ser preservado, do que precisa evoluir e de como liberar capacidade para novas frentes sem aumentar o risco operacional”, disse Mário Anseloni, CEO da TQI, em nota. A pesquisa também indica que a atualização tecnológica não fica mais restrita às áreas técnicas. Para 76% dos participantes, a modernização já é tratada como agenda compartilhada entre TI e negócio ou como prioridade estratégica executiva. Além disso, 64% avaliam como alto ou muito alto o apoio da liderança às iniciativas de transformação. A preparação interna, porém, é um ponto de atenção, já que 16% classificam como alto ou muito alto o preparo das equipes para atuar em ambientes digitais e orientados por dados. Outros 51% consideram esse nível moderado e 33% o avaliam como baixo ou muito baixo.

IA aparece entre fatores para sucesso da transformação digital A inteligência artificial aparece como uma das principais frentes de evolução. Para 47% dos participantes, análise de dados e IA estão entre os três fatores mais determinantes para o sucesso da transformação digital, à frente de arquitetura, cibersegurança e liderança digital quando consideradas as menções individuais. A adoção, entretanto, ainda ocorre em diferentes níveis de maturidade. Apenas 8% das empresas afirmam operar IA de forma estruturada e integrada à estratégia do negócio. Outros 35% já registram uso comprovado, 29% mantêm pilotos limitados e 26% estão em estágio inicial. Quando o foco é especificamente a modernização de sistemas, 33% dizem que a IA já funciona como acelerador relevante, com resultados em produtividade, apontou a pesquisa. Entre os CIOs entrevistados, aplicações de IA aparecem em desenvolvimento de software, geração de código, automação e apoio à evolução de ambientes tecnológicos, acompanhadas pela preocupação com governança, qualidade dos dados e manutenção do conhecimento interno. Além disso, entendimento do negócio e do legado foi o atributo mais citado pelos respondentes, com 35%, seguido por gestão de risco e continuidade, com 31%, solidez e robustez, com 25%, e histórico comprovado, com 24%. O levantamento combinou uma etapa quantitativa, com 51 empresas de 19 setores, e entrevistas com sete CIOs. Na amostra quantitativa, 57% das organizações faturam mais de R$ 500 milhões por ano e 61% dos participantes ocupam posições de diretoria ou C-level. A pesquisa ouviu empresas de 14 estados. Mais Lidas

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