11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc
A importância dos festivais de cinema para demonstrar a diversidade de temática e estética das cinematografias internacionais é cada vez mais intensa e expressiva. Em um mercado de distribuição e exibição que prioriza ocupar as salas de cinema com filmes comerciais, é necessário estimular e prestigiar a realização de mostras e festivais de cinema.
Em Belém, felizmente, temos, desde 2009, o festival Amazônia FiDoc, coordenado por Zienhe Castro e Manoel Leite, que persiste na proposta de criar espaços de exibição para filmes pan-amazônicos. Dessa maneira, é possível conhecer produções de vários países da Pan-Amazônia, incluindo Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia.
A 11ª edição do Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc, que iniciou no dia 28 de abril e segue com diversas atividades até 6 de maio, apresenta uma programação gratuita que inclui 136 filmes, com várias mostras competitivas, sessões especiais, debates e atividades formativas. As atividades do festival ocorrem em diferentes espaços da cidade e também em áreas ribeirinhas, ampliando o acesso ao cinema e fortalecendo o intercâmbio entre realizadores, público e o mercado audiovisual da região.
Na Mostra competitiva Amazônia FiDoc 2026, destaco os longas-metragens da Amazônia Legal Xingu, nosso rio sagrado (PA) de Angela Gomes, A Mulher Sem Chão (PA) de Auritha Tabajara e Débora McDowell, Concerto de Quintal (RO) de Juraci Júnior, Terra Devastada (MA) de Frederico da Cruz Machado, Como Matar um Rio (RO) de Chicão Santos e Os Avós (AM) de Ana Ligia Pimentel.
Na mostra competitiva de longas-metragens da Pan-Amazônia destaco os filmes El Río de los Espíritus (Equador) de Sani Montahuano, Boloh Miranda, Nase Lino, Kueka, Memoria Ancestral (Venezuela) de María de los Ángeles Peña Fonseca, Cais (Brasil) de Safira Moreira, Glória & Liberdade (Brasil) de Letícia Simões, Amora (Brasil) de Ana Petta, Morichales (Colômbia) de Chris Gude, Nimuendajú (Brasil) de Tania Anaya e Honestino (Brasil) (foto) de Aurélio Michiles.
Estive presente na abertura do festival, no Theatro da Paz, que contou com uma bela cerimônia oficial, apresentação musical da Orquestra Paraense de Cinema e exibição do documentário Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, dirigido por Mini Kerti.
Agradeço a oportunidade de ser curador do festival aos amigos Zienhe Castro e Manoel Leite, em uma parceria que dura desde 2009. Acompanhe o festival! Ótimos filmes para assistir e debater!
Novo cinema
Belo momento de amor ao cinema! Segunda-feira, dia 27, tive a honra de estar presente na inauguração do Cine Alexandrino Moreira, na Casa das Artes, em uma homenagem inesquecível ao meu pai, que agora tem seu nome ligado a um cinema.
Agradeço à direção da Fundação Cultural do Pará e da Casa das Artes pela honra dessa homenagem a meu querido pai, que foi um cinéfilo e cinemaníaco totalmente apaixonado pelo cinema e me transmitiu esse amor diversas vezes por meio de muitos filmes e afetos.
O Cine Alexandrino Moreira é uma excelente sala de cinema em todos os sentidos e certamente vai contribuir intensamente com o estímulo à cinefilia paraense.
Agradeço, em meu nome e no de minha família, esta honra de homenagear meu pai! Viva o Cine Alexandrino Moreira! Muito obrigado!
Roda de Cinema
O Centro de Estudos Cinematográficos promove, no dia 6 de maio de 2026 (quarta-feira), com minha coordenação e apresentação, às 18h30, na Casa das Artes, uma Roda de Cinema gratuita com o tema “Crise criativa em Hollywood e os desafios do cinema como arte”. A atividade propõe um espaço aberto de reflexão e debate sobre os rumos do cinema contemporâneo, abordando questões como a predominância de franquias, a repetição de fórmulas narrativas e a redução do risco artístico na indústria hollywoodiana.
O encontro também discutirá como essa lógica impacta a formação do olhar do espectador e influencia a recepção de filmes mais autorais e inovadores. A iniciativa integra as ações do Centro de Estudos Cinematográficos voltadas ao estímulo à cinefilia e ao debate crítico sobre o audiovisual. Entrada gratuita.
Dicas da semana
Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc. Até dia 5/5/26 (Cine Alexandrino Moreira, Cine Líbero Luxardo, Cine Sesc Ver o Peso, Casa Sesi, Aliança Francesa de Belém, Museu da Imagem e do Som). Entrada gratuita.
Roda de Cinema do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC). “Crise criativa em Hollywood e os desafios do cinema como arte”. (Casa das Artes. Quarta-feira, Dia 6/5/26, às 18h30. Entrada gratuita.
A Primeira noite de Tranquilidade de Valério Zurlini. Com Alain Delon (Cineclube SINDMEPA, Terça-feira, dia 5/5/26. Horário: 19h. Entrada franca).
